Trabalhadores da C. Civil repudiam violência nas eleições e aprovam prorrogação de mandato

o segundo dia de assembleias nas obras, trabalhadores da Construção Civil de Belém reforçam apoio à Chapa 1 da CSP-Conlutas e discutem a prorrogação do mandato da atual diretoria e nova coleta de votos para o dia 19 de janeiro

 

Desde ontem (8), a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém vem passando nos canteiros de obras, junto à categoria, para em assembleias de base decidir os rumos da entidade após os violentos episódios ocorridos no último dia 5 de janeiro, dia que seria o da eleição da nova diretoria, mas que infelizmente foi marcado pelas ações truculentas da Chapa de Oposição, a Chapa 2, ligada à CTB e ao PCdoB, que roubou urnas e listas de votações, agrediu integrantes da Chapa 1 e apoiadores, principalmente mulheres, ameaçou e tentou invadir a sede do sindicato. O resultado desta violência toda, além de gente ferida, como o companheiro Tavares, membro da Chapa 1, que encontra-se hospitalizado à espera de cirurgia, é que não foi possível continuar a eleição e a apuração de votos foi suspensa. Agora, a Coordenação do Sindicato discute com a categoria o que fazer para defender a entidade e garantir que a democracia operária seja respeitada.

 

Nesta terça-feira (9), desde 6h30 da manhã, a Coordenação do Sindicato desceu nos canteiros de obras para consultar os operários e operárias da categoria sobre a prorrogação do mandato da atual diretoria, bem como o indicativo de nova coleta de votos para o dia 19 de janeiro. Oito canteiros de obra foram visitados, com assinaturas de operários que aprovaram a prorrogação do mandato bem como a data da nova coleta de votos. Mais de vinte assembleias de ontem pra hoje já foram realizadas e mais de mil operários votaram pela prorrogação do mandato da atual diretoria e nova coleta de votos no dia 19, repudiando a truculência da Chapa 2. Muitos trabalhadores estão bastante indignados com toda essa situação.

 

E já não bastasse a violência do dia 5 provocada pela Chapa 2, ela também vem tentando impedir que a atual Coordenação do sindicato e que os membros da Chapa 1 denunciem suas ações violentas. Ontem de manhã, na obra da Leal Moreira, na Dr. Freitas, a companheira Dani, a Lora, integrante da Chapa 1, foi agredida pelo membro da Chapa 2, conhecido como Macarrão, ao tentar conversar com os trabalhadores na obra. Durante a fala da companheira, ele e mais outro membro da Chapa 2, conhecido como Cachorrão, fez tudo para atrapalhar a companheira, não deixando ela falar. Os trabalhadores saíram na defesa dela, mas ainda assim, Dani foi empurrada por Macarrão numa atitude tipicamente machista, característica predominante dos membros da Chapa 2.

 

Agora ao meio-dia, mais 5 canteiros de obras serão visitados. A categoria vem reagindo positivamente ao chamado de S.O.S Sindicato, lançado pela CSP-Conlutas, com apoio declarado à Chapa 1 e a atual diretoria. Entidades filiadas à Central, como Sintell PA, Sindipetro PAAMMAAP, Sintsep PA e outras já declararam apoio à Chapa 1 e um Comitê de Apoio Político foi criado para defender o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, que é o segundo sindicato mais antigo da cidade e para que ele permaneça nas mãos da categoria.

 

 

Por CSP-Conlutas Pará

 

fonte: http://cspconlutas.org.br/2018/01/trabalhadores-da-c-civil-de-belem-repudiam-violencia-nas-eleicoes-e-aprovam-prorrogacao-de-mandato-atual/

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